Catão de Útica diante da morte

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Catão enterra a espada em seu peito em tela de Jean-Paul Laurens (1838-1921) (fonte da foto)

Por Donato Ferrara

A vida e a morte de Marco Pórcio Catão, o Jovem, confundem-se em tal grau com os últimos lances da República romana que é impossível entender a figura fora do contexto histórico que a forjou — assim como é impossível compreender tal contexto sem a menção ao papel de Catão. Bisneto homônimo de outro Catão (234-149), dito o Velho, que fora o severo censor romano durante a Segunda Guerra Púnica (218-201 a.C.), ele nasceu em Roma no ano de 95 e faleceu em 46 antes de Cristo na cidade de Útica, próxima a Cartago (região da atual Tunísia). Por ter morrido ali, naquela praça-forte africana que era o último reduto dos defensores da República, seus admiradores próximos passaram a chamá-lo de Catão de Útica ou Catão Uticense, seguindo uma tradição que atrelava a denominação da localidade em que se dera o falecimento de uma pessoa ilustre ao próprio nome dela.

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