O estoicismo e a lógica como caminho para a felicidade

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Por meio da lógica estoica, entendemos a realidade e podemos afastar reações emocionais desagradáveis (fonte da foto)

Por Guilherme Galanti

Todos nós estamos vivos, isto é um fato inegável para qualquer um. Do mesmo modo, todos iremos morrer; este, por decorrência do primeiro, também é um fato inegável. Entre os extremos, temos o curto tempo de nossa vida, no qual podemos contemplar e experimentar o ato de estarmos vivos.

A experiência de viver é muito confusa para nossa mente, e a necessidade de morrer é mordaz pela sua inflexibilidade, levando a uma enxurrada de questionamentos sobre a existência e seu objetivo. Estes questionamentos, assim como possíveis respostas, são o coração pulsante de qualquer religião ou filosofia de vida.

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AZAR, um poema

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Cartas do tarô de Rider-Waite-Smith, com destaque para a Roda da Fortuna (fonte da foto)

Por Donato Ferrara

Eis um poema livremente inspirado em certas ideias estoicas.

Espero que os versos divirtam os leitores deste blog. Para mim, compô-los foi prazeroso como a montagem de um quebra-cabeça. Contudo, se vocês não gostarem deles ou lhes faltar a paciência de atravessá-los, não haverá melindre da parte deste que lhes escreve.

Nesse caso e aliás, terá sido um azar meu. Quem me mandou correr tais riscos?

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“Verdades duras e felicidade” — John Sellars*

© Direitos autorais reservados.

Traduzido e reproduzido com a permissão do autor (texto original).

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Encarar as verdades duras e compreender a Natureza (fonte da foto)

Não pude estar presente ao evento da Stoicon em Nova York, realizado em outubro de 2016, mas eis um primeiro rascunho bruto do que teria sido ali minha contribuição.

Há um podcast australiano, encontrável online, que tem por título “Philosophy can ruin your life” [“A filosofia pode arruinar a sua vida”]. O motivo por detrás do título deliberadamente provocador é, suponho, lançar um desafio ao modo como alguns vêm tentando cooptar a filosofia para aquilo que às vezes é chamado de “indústria da felicidade”. Existe uma variedade de meios pelos quais a filosofia pode tornar as pessoas infelizes. A ignorância, diz o ditado, é uma bênção; com frequência as pessoas forjam para si narrativas e explicações fictícias para se sentirem melhor quanto à vida que levam e ao lugar que têm no mundo. Em contraste com isso, as verdades filosóficas — até o ponto em que alguma delas de fato possa ser encontrada — podem revelar-se bem pouco reconfortantes.

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