Balanço

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O primeiro post deste blog data de 20 de maio de 2017. De vita stoica aproxima-se, pois, de seu quinto aniversário.

O correr dos anos desfez em mim algumas ilusões.

A primeira delas é que haveria um grande interesse pela filosofia estoica por parte do público lusófono. Constato que somos apenas algumas centenas, se tanto.

A segunda, a de que o movimento de renovação do estoicismo internacional fosse um pouco mais infenso a oportunismos de ocasião. Como evidência anedótica, digo que algumas pessoas se aproximaram de mim apenas para que eu lhes desse projeção. Também os luminares do estoicismo internacional, no breve contato que tive com eles, me pareceram esquivos e autocentrados. Bem, talvez eles se pareçam mais comigo do que eu tenho coragem de admitir.

A terceira, a de que pessoas interessadas nos estoicos desejariam, de algum modo, tentar viver a tal da Koinōnía. Também aqui vejo meu engano: a amizade é rara, cultivada aos poucos, seletiva e mesmo algo ciumenta, dependente de circunstâncias muito intricadas.

Mas a quarta, vejam só, é a mais decisiva: ela se baseia na suposição (falsa) de que eu seria um bom intérprete do modo de vida dos estoicos. Não entro em detalhes, mas me dou conta de que não o sou.

Diante de tudo o que deixei acima, se este blog não vier a encerrar-se em definitivo, talvez ele passe por uma metamorfose drástica.

Muitas coisas morreram para mim. Talvez mesmo esta iniciativa.

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