Lidando com uma crise existencial: a via estoica e a via budista

Como seixos à margem do rio, notamos o fluir de tudo (fonte da foto)

Por Donato Ferrara

Cerca de um ano atrás, fui acometido de uma estranha forma de pavor existencial. Foi algo abrupto, desafiando os meus hábitos mentais, que eu julgara fortificantes. Quase todos os dias eu costumava imaginar que a minha vida e a das pessoas com quem me importava eram finitas — e que nada de errado havia com esse fato da natureza.

O que eu pretendia era aumentar o meu apreço pelas coisas que tinha no aqui e no agora, evitando esperanças falsas.

A inspiração para minha rotina diária derivava-se principalmente das Meditações de Marco Aurélio. O imperador-filósofo insistia muito na natureza transitória da (sua própria) vida, fazendo uso de expedientes retóricos diferentes ao longo de seu diário filosófico. De acordo com ele, nós, humanos, somos como “grãos de incenso” (IV, 15) caindo um após outro sobre um altar comum; ao imaginar que você está morto neste preciso momento, você pode ver o resto de sua vida como um “bônus” (VII, 56); não há diferença entre morrer na velhice e morrer “antes do tempo” (IX, 32) etc. 

Alguns leitores não podem deixar de ver uma nuance de morbidez em tais passagens. Isso seria não estoico, para dizer o mínimo, e o corpus do Pórtico como um todo está cheio de passagens desse tipo. Devolvendo Marco Aurélio ao seu contexto, entretanto, vemos que essas meditações recorrentes sobre a morte foram provavelmente concebidas como um remédio contra o luxo e a bajulação que o circundavam, para não mencionarmos as tarefas imponentes que cabiam a um imperador romano.

Portanto, a posição dele não era como a nossa. Treinado na filosofia desde os primeiros anos, testemunhando pestes e guerras na idade adulta, Marco Aurélio podia lidar, quase sem esforço, com a perspectiva da própria finitude. O lógos (palavra grega que significa “razão”, mas também implica “discursividade”) dentro dele estava muito frequentemente alerta, propenso a navegar no meio de percepções tristes sem a elas submergir. Na maior parte do tempo, ele conseguia viver em conformidade com o orthós lógos — com a “razão reta”, também mantendo um discurso interior e exterior em harmonia com a realidade.

Não idealizo Marco Aurélio, que ao que tudo indica não era um sábio. Quero simplesmente ressaltar que, quando você tem uma razão muito bem talhada (em termos estoicos), você não cai naquilo a que poderíamos vagamente chamar “desespero”, mesmo ao levar em consideração cada aspecto árduo da vida.

Não foi esse o meu caso. O que experimentei por cerca de um mês foi um loop de pensamentos com o qual não conseguia lidar racionalmente. “Minha razão” não estava de todo desligada, mas severamente prejudicada diante do que surgia dentro de mim. Não pude evitar respostas emocionais violentas face às coisas horríveis que atravessavam a minha mente. A razão, dentro de mim, estava reduzida à posição de mera cronista.

Não devo ser muito mais específico. Suponho que esse tipo de mal-estar seja um tanto contagioso. Para uma comparação na literatura, eu diria que tinha uma ligeira semelhança com a Náusea de Sartre, no sentido de que me sentia alienado da minha própria vida cotidiana. Como curiosidade, as únicas formas de entretenimento que eu então tolerava eram desenhos animados de super-heróis — pois ficava seguro de que nada crucial se passava diante dos meus olhos.

Daquele período em diante, uma nova consciência emergiu. Creio ter descoberto em nível profundo e empírico uma coisa importante.

Que pode ser assim colocada em palavras: muitos de nossos problemas mais íntimos, enquanto seres humanos, relacionam-se com a passagem do tempo e seus efeitos. Observamos as coisas mudando a nosso redor, entendemos a inevitabilidade da transformação de tudo quanto existe, mas também temos a tendência de pensar e agir como se estivéssemos isentos desses processos.

Consigo compreender racionalmente e sem dor que os objetos a meu redor estão mudando constantemente, mas o mesmo não é sempre verdadeiro quando noto que também eu estou mudando constantemente. E “mudando” quer dizer que a vida está escorrendo ou indo embora. Afinal de contas, a constituição desta realidade é tal que sujeito e objeto estão submetidos às mesmas leis naturais — que nós também estamos sendo transformados enquanto observamos as coisas se transformando. A separação sujeito-objeto é, ao menos neste sentido, ilusória.

Quando examinamos fatos assim sem a retaguarda de uma razão robusta, vigilante, podemos ser facilmente precipitados em uma crise existencial. Os estoicos romanos, de sua parte, estavam bem-equipados para lidar com esse tipo de percepção: sua filosofia apresenta muitas variações sobre o tema do memento mori como “exercícios espirituais”. Apenas considere, por exemplo, esta passagem das Cartas a Lucílio, de Sêneca:

Morremos diariamente, já que diariamente ficamos privados de uma parte da vida; por isso mesmo, à medida que nós crescemos, a nossa vida vai decrescendo. Começamos por perder a infância, depois a adolescência, depois a juventude. Todo o tempo que decorreu até ontem é tempo irrecuperável; o próprio dia em que estamos hoje, compartilhamo-lo com a morte. Não é a última gota que esvazia a clepsidra, mas toda a água que anteriormente foi escorrendo; do mesmo modo não é a hora final em que deixamos de existir a única que constitui a morte, mas sim a única que a consuma. Atingimos a morte nessa hora, mas já de há muito caminhávamos para ela. (Cartas a Lucílio, XXIV, 20; trad. J. A. Segurado e Campos)

Cotidie morimur: morremos todo dia. Os estoicos nos exortavam a aceitar as regras do jogo da vida (e da morte). Não aceitá-las nos leva a sentir-nos desgraçados ou a viver vidas sem propósito.

O fato de que o tempo decorre e nos conduz a mais perto de nossa hora final não é, de maneira nenhuma, um escândalo. Viver é morrer. Uma das tarefas da porção do lógos que nos foi confiada é expandir nossa compreensão quanto à natureza das coisas, que são governadas pelo lógos no esquema macro. Assim, é algo que proporciona uma espécie de harmonia entre o que está dentro e o que está fora de nós. Quando logramos êxito nisso, o que temos como resultado é uma vida filosófica — uma vida em conformidade com a natureza.

Quando nossa razão está “aleijada”, contudo, a aceitação das regras do jogo da vida não ocorre, ou ocorre defeituosamente. Isso pode ser uma condição permanente ou temporária. Pode se transformar em uma mentalidade niilista, na qual a existência não tem sentido. O que podemos fazer em ocasiões assim?

No meu caso, experimentei um grande alívio ao aprender a meditar. Decerto não sou um especialista na prática, porém ela tem se tornado mais cara para mim desde então. E me abriu as portas da tradição budista, que me pareciam tão arcanas anos atrás.

O que achei notável nos ensinamentos do Buda é que seu ponto de partida é o reconhecimento de nosso sofrimento. Tudo o que vivemos é duḥkha, está misturado com “sofrimento” ou “insatisfatoriedade”. Em consonância com esse preceito antigo, um mestre contemporâneo como Thich Nhat Hahn diz que devemos nos apresentar ao Buda Shakyamuni mostrando-lhe nosso próprio sofrimento. E dado que fui introduzido a técnicas de meditação enquanto sofria, essa declaração faz muito sentido para mim.

A realidade do sofrimento é a primeira das Quatro Nobres Verdades enunciadas pelo Buda. Derivou-se, provavelmente, de sua experiência arquetípica ao avistar um velho, um homem doente e o corpo de um morto. A lenda do príncipe Siddharta Gáutama sugere que ele passou por problemas existenciais graves quando notou que não estava ao abrigo dessas experiências desagradáveis — como nós também não estamos. Ele sofreu mesmo antes de ser efetivamente exposto a essas coisas — como pode ser também o nosso caso.

Assim, os problemas do jovem Siddharta têm algo a ver com a passagem do tempo a que todos estamos submetidos. As regras do jogo da vida não são nem injustas nem escandalosas, embora possam ser assim percebidas. Já que não temos o poder de mudá-las, temos de nos concentrar em mudar nossa percepção sobre elas. Foi essa a tarefa levada a termo tanto por budistas quanto por estoicos.

É essa a tarefa de uma educação digna do próprio nome.

Meu objetivo, aqui, não é fazer uma comparação sistemática entre as duas tradições, o que ultrapassa minha competência. Se você deseja algo mais ou menos nessa direção, recomendo o excelente livro More than happiness, de 2018, da psicoterapeuta Antonia Macaro. Escrevo de uma perspectiva muito pessoal, a de alguém que apenas vê sentido nessas tradições na medida em que podem tornar a sua vida melhor.

O tema do sofrimento, para os estoicos, pode ser identificado por aproximação com o problema colocado pelas paixões ou emoções violentas. Paixões como a ira, a tristeza e o medo são vistas como o resultado de um juízo errado. Falando de modo amplo, quando não conseguimos enxergar a realidade como ela é, estamos franqueando caminho para a possibilidade de tumulto interno. Temos de retificar nossos juízos a fim de nos livrarmos dessas paixões.

Mas o que fazer quando você está lidando com um sentimento presente de prostração, por exemplo? Você sabe que essa emoção violenta foi de algum modo causada por sua própria falha em julgar as coisas como realmente são, por sua falta de vigilância interna, mas essa percepção pode não ser o suficiente para pôr um fim na coisa.

Como remédio para situações assim, se não estou enganado, os estoicos prescreviam sobretudo que a pessoa se apegasse de modo muito intenso à excelência ou virtude (aretḗ). Eles enfatizariam a inutilidade do sofrimento e a importância da integridade pessoal e da dedicação ao dever.

Eis Marco Aurélio, em um excerto maravilhoso, descrevendo a inevitabilidade da passagem do tempo para o ánthrōpos (um ser humano em geral) e pintando um retrato muito realista das coisas como de fato são: 

A duração da vida humana é um ponto imperceptível na imensidade do tempo; o sopro vital, um fluxo e refluxo; as sensações, trevas; a matéria de que se compõe o corpo, uma presa para a corrupção; a alma, um turbilhão; a sorte, um enigma; a reputação, opinião cega. Em resumo, o corpo do homem, pela sua instabilidade, é semelhante à água; sua alma, sonho e fumo; sua vida, um combate ou uma passagem por terra estranha; sua glória póstuma, esquecimento. O que poderá, pois, servir-nos de guia e amparo? Só uma coisa — a filosofia.

E a verdadeira filosofia consiste [nisto]: em conseguirmos que a nossa força interior [daímōn, i.e., uma forma de “deus” ou “gênio”] se conserve ao abrigo de ultrajes, inalterável, superior a prazeres e penas; em não nos abandonarmos ao acaso, nem procedermos com falsidade ou velhacaria; em não nos importarmos com o que os outros fazem ou deixam de fazer; em aceitarmos os acontecimentos e o destino como procedendo de onde procedemos; e, sobretudo, em esperar a morte com serenidade, vendo nela apenas a dissolução dos elementos que constituem cada ser. E se, para os próprios elementos, a sua constante transformação não é nociva, por que razão havemos de temer a transformação e dissolução universais? É isso apenas um fenômeno natural; e os fenômenos naturais nunca são um mal. (Meditações, II, 17. trad. Virgínia de Castro e Almeida)

Tudo flui, mas temos a filosofia do nosso lado. Filosofia no sentido helenístico do termo: como uma “maneira de viver”, como algo realmente posto em prática a cada momento. Consequentemente, nossa parte divina, nossa mente mais alta, o lógos dentro de nós será mantido em boa condição, em um bom abrigo.

Tudo flui — mas uma certa forma de nobreza ainda está a nosso alcance. 

Posso dar testemunho de que este modo de pensar foi vital para mim. Com efeito, valorizar a excelência — a excelência que estava a meu alcance — realmente me impediu de fazer uma loucura naquele ponto. Porém, o sofrimento permanecia mais e mais.

Aqui foi o momento em que a meditação me ajudou muito. Se você perguntar a um(a) praticante budista “O que está sob nosso controle?”, ele(a) certamente não deixará de mencionar “nossa respiração” como uma das coisas mais importantes. Esta não era um item na famosa dicotomia do controle de Epicteto, que incluía, dentre as coisas em nosso poder (tà eph’hēmîn), o “juízo” (hupólēpsis), o “impulso para a ação” (hormḗ), o “desejo” (órexis) e a “repulsa” (ékklisis). Trocando em miúdos: nossa vida interior.

Inspirar e expirar não estão na lista de Epicteto, mas são seguramente coisas que podemos controlar. E não é pouco. Além do mais, você não precisa ser um neurocientista para saber que o ritmo de nossa respiração está estreitamente conectado ao ritmo de nosso pensar. Se você controlar sua respiração, se você praticar a “respiração com atenção plena”, isso terá um efeito nítido sobre seus pensamentos.

A “respiração com atenção plena” facilita uma observação cuidadosa da própria interioridade. Quando você se concentra nos atos de inspirar e expirar — os atos mesmos que nos conferem a possibilidade da vida —, você poderá encontrar uma profunda calma dentro de si e também se colocará na posição de testemunha dos próprios pensamentos. É uma tagarelice constante — porém pensamentos agradáveis e desagradáveis em conjunto simplesmente passam, como nuvens no céu estrelado. O tempo está do seu lado quando você percebe profunda e empiricamente que nenhuma tempestade dura para sempre.

Às vezes você terá a sorte de experimentar a cessação dos pensamentos verbais por alguns segundos ou minutos. De maneira nenhuma um lenitivo medíocre.

Você descobrirá — ou redescobrirá — que você existe por debaixo — ou para além — de seus pensamentos e sentimentos. Taceo, ergo sum: silencio, logo existo.

A centralidade do silêncio na tradição budista não descarta, é claro, tentativas de descrição da realidade em palavras, para benefício dos monges/monjas e das pessoas leigas. Em um tratado bastante breve do cânone páli, o Upajjhatthana Sutta (“Temas para Contemplação”), o Buda Shakyamuni profere as seguintes “Cinco Recordações” (estou combinando a versão de Thich Nhat Hahn em A essência dos ensinamentos de Buda com a tradução de Thanissaro Bhikkhu):

Há cinco fatos nos quais cada um de nós — mulher ou homem, leigo ou ordenado — deve refletir frequentemente. Quais são eles?

(1) Estou sujeito, por natureza, a envelhecer. Não há como escapar ao envelhecimento.

(2) Estou sujeito, por natureza, a adoecer. Não há como escapar ao adoecimento.

(3) Estou sujeito, por natureza, a morrer. Não há como escapar à morte.

(4) Todas as coisas que me são caras e todas as pessoas que amo estão sujeitas a mudança. Não há como escapar a ser separado delas.

(5) Minhas ações são minhas propriedades verdadeiras. Não posso escapar às consequências das minhas ações. Minhas ações são o solo onde finco os pés.

São esses os cinco fatos nos quais cada um de nós — mulher ou homem, leigo ou ordenado — deve refletir frequentemente.

Essas recordações soam como “exercícios espirituais” estoicos. E ainda mais se tivermos em mente que “recordar” (ou “lembrar-se”) é verbo constantemente usado por Epicteto e Marco Aurélio, como um meio de nos chamar a atenção para aspectos da realidade que temos a tendência de esquecer.

O caráter discursivo da filosofia grega em geral parece estar intimamente relacionado com a cultura da pólis. Sócrates era um tagarela proverbial; Platão e Aristóteles escreveram extensamente a respeito de muitos assuntos, coligindo opiniões contrastantes em suas obras. Assim, o lógos supunha abertura a outrem e uma certa forma de cidadania, não um ser humano isolado. Parafraseando Aristóteles, um homem (ánthrōpos) que se contenta com viver sozinho ou é uma besta-fera ou um deus.

O ex-comerciante Zenão de Cítio e seus seguidores aderiram ainda mais a essa tendência, por assim dizer, visto que sua filosofia nascera na Poikílē Stoá, o Pórtico Pintado, perto da Ágora de Atenas. De maneira não surpreendente, a natureza humana era por eles vista como logikḗ kaì koinōnikḗ, “racional e comunal”, em conformidade com o lógos e a koinōnía universal (a comunidade de deuses e seres humanos) ao mesmo tempo. A troca de palavras e ideias era conatural a essa noção. Portanto, a terapêutica estoica tende a ser baseada na razão e majoritariamente discursiva.

O budismo, por seu turno, descende da rica e variada tradição do ascetismo indiano. Nasceu em uma floresta quando o Buda Shakyamuni instruiu seus primeiros seguidores e formou uma sangha (“assembleia”). Até hoje, os mosteiros budistas e os retiros são os lugares aonde você vai em busca de iluminação. Plausivelmente, o apreço budista pelo silêncio tem muito a ver com as suas origens, além da personalidade do próprio Gáutama Buda.

À luz de tudo o que penso ter aprendido, cheguei a uma conclusão em duas vias.

O silêncio é sagrado.

Mas o lógos — entendido como “razão”, mas também como “palavra” ou “discurso” — é igualmente sagrado.

Talvez estejamos falando de dois aspectos da mesma coisa — do mesmo mistério.

2 comentários sobre “Lidando com uma crise existencial: a via estoica e a via budista

  1. Josep Guardiola

    Uma dúvida a respeito da meditação. Comecei a implementar ela em minha vida. Meditava logo ao acordar. Sempre fui muito ansioso, a ponto de gaguejar (não de ser gago, mas por deseja logo terminar as frases). Meditando logo cedo, por 10 à 20 minutos, todos os dias, tentando manter meus pensamentos distantes, percebi que sim, consegui reduzir muito a minha ansiedade. Todavia, percebi um certo “emburrecimento”. Minha capacidade de perceber algumas coisas e resolver outras pareceu extremamente reduzida ao passo que ia seguindo com a meditação. Sempre fui muito ligeiro no raciocínio e com a meditação sendo praticada diariamente, percebi essa desaceleração também. Até desisti da meditação por conta disto, pois por mais que estivesse controlando a ansiedade, eu cometia alguns erros no meu trabalho que antes eu não cometia. Erros cometidos exclusivamente por não conseguir racionalizar tão bem o que estava acontecendo. Minha pergunta é se você também percebeu isso e se é comum?

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    1. Oi.

      Nunca tinha ouvido falar desse tipo de situação. Fiz uma busca e encontrei alguns comentários a esse respeito. Talvez não funcione bem para todo mundo.

      Agora, você diz que tentava manter seus pensamentos distantes enquanto meditava. Não sei se é bem esse o espírito da coisa. A questão é se concentrar em uma atividade (como a respiração) ou em uma imagem mental, deixar os pensamentos virem e irem embora e observar as respostas emocionais, às vezes bem pequenas, a esses pensamentos. Depois de algum tempo de prática, você consegue ficar algum tempo sem pensamentos verbais, mas não sem percepção da consciência. Mas o objetivo da prática não é esse; isso é só um ganho adicional e esporádico, acho.

      O que noto em mim é uma certa preguiça às vezes, é querer meditar quando não há condições de fazê-lo ou quando eu precisaria estar cumprindo um dever. Por isso me parece que não é bom perder de vista o pragmatismo estoico, com seu outro conjunto de desafios.

      Abraço.

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