Quando a razão é insuficiente

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Muitos remédios que existem à nossa disposição podem dificultar-nos o uso da razão (fonte da foto)

Não, este blog não foi abandonado. Não tenho publicado por aqui com a mesma assiduidade do ano passado, mas isso não quer dizer que não venho dedicando-me a escrever nada. Aliás, neste momento há boa dúzia e meia de textos começados, ruminados e mal e mal remendados, entre meus rascunhos. Vejamos se nas próximas semanas eles vêm à luz.

A dificuldade que experimento se explica em parte por circunstâncias que me reduziram o tempo livre, em parte por algo a que eu poderia chamar “falta de inspiração”. E minha inspiração se estiolou, tudo me indica, em decorrência de um episódio que abalou muito de minha confiança como alguém que propõe a si mesmo e aos outros o estoicismo como filosofia de vida viável para os tempos de hoje. Acredito que escrever sobre tal episódio me permitirá entendê-lo melhor. É o que pretendo fazer nas linhas seguintes.

Antes, serei claro mais uma vez: não sou um estoico, mas alguém interessado no estoicismoProcuro, dentro de meu entendimento e forças, praticar certos aspectos da filosofia estoica em meu cotidiano, dando muita vez com os burros n’água. Se méritos tenho neste blog, é como intérprete, meio impertinente, dessa filosofia: tive a sorte de encontrá-la e de aprender a navegar pelos textos que aqui cito; quero partilhar com meus leitores algo da alegria, surpreendente e sempre renovada, que experimento ao ver uma boa porção da vida iluminada por escritores que viveram muitos séculos atrás. Desejo que os que me leem se beneficiem ainda mais das ideias do Pórtico do que eu mesmo, que realizem plenamente o ideal da vida estoica, distante de mim.

Não sou um exemplo, mas posso atestar que a coisa funciona. Em particular, dois traços de meu temperamento, que me prejudicaram em diversos momentos, estão hoje sob controle razoável (não perfeito, longe disso!), dominados por uma contra-artilharia estoica: as propensões à raiva e à tristeza. Ambas têm uma ligação estreita e muito a ver com o imaginar-se sempre em contraposição ao mundo e às outras pessoas, nutrir uma prevenção contra tudo o que esteja fora de si próprio, acreditar-se injustiçado, desonrado, vitimado — miserável por causa de outrem. Tinha razão Dante ao colocar iracundos e acidiosos no mesmo rio infernal, o lodoso Estige, estando os primeiros a flutuar e agredir-se na superfície e os últimos submersos, suspirando e soltando bolhas. Raiva e tristeza nascem da mesma lama, da mesma opacidade de pensamento: não são os outros que nos exaltam ou abatem, mas o modo como encaramos suas atitudes.

Certo. Tenho mais autocontrole hoje — e os estoicos foram fundamentais nisso. Passo a maior parte do tempo tranquilo. E aqui nasce um problema a que eu até então não tinha atendido: um excesso de confiança em minha própria capacidade de manter-me tranquilo e controlado, não importando as circunstâncias. Quando isso não acontece, sobrevêm-me frustrações. Em geral, eu as analiso e dou conta delas rapidamente. Em geral, mas nem sempre.

Em meados de abril, fui tomado por uma indisposição súbita. Sentia dores pelo corpo e alguma náusea. Não tinha condições de trabalhar, e isso me desagradava. Podia ser uma dessas gripes fortes que se convertem em pneumonias; fui ao pronto-socorro. O diagnóstico me tranquilizou: intoxicação alimentar. Nunca eu tivera uma tão severa, tão renitente. Se eu queria tomar soro na veia? Claro que sim, doutora. Não sou de ferro, mas de carne. Alguma espera, com calafrios. Passei à enfermaria.

Enquanto eu aguardava a administração do soro e dos remédios, o televisor sintonizado à minha frente exibia o programa de Ana Maria Braga. Havia uma mesa posta com o café da manhã, lauto, à qual estavam sentadas a apresentadora e uma convidada, também estando por ali empoleirado o Louro José. A comensal, pelo que entendi, era a ganhadora da edição deste ano do Big Brother Brasil. Como se pode supor, o assunto ali debatido era, naturalmente, a filosofia de David Hume — e, como também se supõe, o mais sagaz e bem-informado nessa matéria grave era o papagaio de espuma. Eu estava assim entretido quando me puseram o acesso no antebraço esquerdo e me injetaram o conteúdo da bolsa de soro. O enfermeiro advertiu que um dos medicamentos, Plasil (cloridrato de metoclopramida), podia causar um pouco de angústia em dados pacientes. Eu já tomara Plasil, na infância, sem complicações. Que me viesse um pouco de angústia? Tudo bem. Estou, em suma, resignado.

O que me aconteceu depois de um quarto de hora foi bastante surpreendente. De maneira muito repentina, muito rápida, apossou-se de mim uma gana quase incontrolável de sair caminhando pelos corredores do hospital, sem parar. Eu também sentia calor. O enfermeiro me esclareceu que se tratava do tal efeito colateral do remédio. A bolsa de soro ainda estava bastante cheia. Minutos e minutos do mesmo.

— Tente relaxar — propunha ele.

— Não, por favor, interrompa — respondi.

— Vamos reclinar essa cadeira.

— Não vou conseguir continuar: não está me fazendo bem. Por favor, tire o soro.

E assim foi feito, pouco depois.

— Esse efeito colateral permanecerá ainda por algum tempo — explicou-me.

De fato. E eu ainda me debatia, interiormente. E tinha muita dificuldade para ficar sossegado na cadeira. E queria muito dar o fora dali. E sabia que, mesmo liberado, continuaria premido por aquela angústia. Queria muito dar o fora dali. Definitivamente. Os outros pacientes olhavam-me, entre curiosos e recriminadores. Eu me sentia como uma criança que dá chiliques antes de uma injeção. Era um papelão, o que eu estava fazendo! Havia uma vozinha dentro de mim que me pedia calma, mas era um suspiro de submerso, um voto vencido. Àquela altura, ela tinha tanto poder sobre mim quanto os comentários do Louro José. A cadeira foi reclinada, deitei-me. Levantei-me. Deitei-me. Virei para um lado e para o outro. Quanto tempo terá durado aquilo? Quinze minutos? Vinte? Meia hora?

A sensação foi serenando, tornando-se administrável — ou quase isso. Pedi que me tirassem o acesso.

— Isso que você teve é algo que se chama reação extrapiramidal. Não é uma reação alérgica, mas alguns pacientes a têm. Tivemos aqui uma mulher que arrancou o acesso e saiu andando pelos corredores. O marido precisou segurá-la.

Eu a entendo. Não é “um pouquinho de angústia”, como me disseram. Um pouquinho de angústia é a vida mesma, a de cada dia. Aquilo era outra coisa: uma desorientação meio selvagem, uma impaciência tempestuosa. Agora sei que se chama acatisia essa “incapacidade de ficar sentado”: do prefixo privativo grego a- associado ao radical do verbo kathídzō, kathídzein (“sentar-se”).

Ganhei os corredores e a porta de saída. Chamei um carro a fim de voltar para casa.

Na volta, minha preocupação era a de que, dentro do carro, eu fosse tomado de uma vontade louca de sair andando pelas ruas e largasse o motorista que me atendia a ver desvarios. Felizmente, não aconteceu. Era uma daquelas manhãs tépidas e muito iluminadas, que ressaltam o que há de melhor ou pior naquilo que estamos vivendo. O trajeto parecia interminável e não familiar. Já em casa, dei algumas explicações atabalhoadas e me atirei à cama. Umas três horas depois, estava mais ou menos recuperado.

Em todo o processo, a mesma vozinha que me pedia calma lembrava-me de que eu me comprometera comigo mesmo a manter a tranquilidade, não importando o que me acontecesse. Que eu era um leitor e admirador dos estoicos. Que eu tinha a pretensão de pôr em prática algo do que eles ensinavam. E que, acima de tudo, eu escrevia a respeito daquelas coisas — para mim e para os outros. No turbilhão daqueles pensamentos, tomou corpo, em tom acusador, a conclusão indubitável: eu era um farsante. Provavelmente, um da pior espécie: um farsante dado a pregações. Se não isso, ao menos alguém muito aquém dos princípios pelos quais acreditava viver.

Nasceram daí uma vergonha e um desconforto. Por algumas semanas, ficou claro para mim que, se meu autocontrole não era lá tão ruim, certamente não era tão poderoso. Notar a própria fragilidade, os próprios defeitos, é em última análise bom, claro, mas é necessário um tempo para digerir essas constatações. De mais a mais, o estoicismo nunca negou a precariedade humana, mas há que estar atento ao caráter multifário dessa precariedade: você pode ser muito hábil em imaginar acontecimentos ruins — a antecipação de males futuros ou praemeditatio malorum —, mas acontecimentos ruins são uma categoria muitíssimo vasta. Uma sensação como aquela era algo que eu nem mesmo sabia ser possível: você simplesmente não entende o que está se passando dentro de si.

Derrotado por umas gotas de Plasil! Sou um farsante completo? Será o estoicismo um engodo? Não valem nada Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio? Tento fazer que a resposta à primeira pergunta seja um “não”. Quanto às outras duas, meu palpite é negativo. E eis o porquê: a filosofia estoica só pode funcionar quando a razão tem condições de comandar nossas ações, quando temos tempo de refletir, quando estamos em plena posse de nós mesmos, mentalmente falando. Ter no espírito a dicotomia do controle de Epicteto ou a noção de que a virtude é o único bem de nada adiantam depois de duas doses de vodca ou quando o cérebro perdeu a oxigenação por algum problema físico, por exemplo. Ou quando a recepção de dopamina por parte de seus neurônios do sistema extrapiramidal, responsável por algumas funções motoras, foi bloqueada. Em casos assim, a razão, nutrida ou não de filosofia, não passa de mera espectadora — quando, bem entendido, assiste a alguma coisa.

Fosse como fosse, escrever a respeito de coisas que talvez não funcionassem, no fundo e na prática, tornou-se uma tarefa difícil. Bem que tentei, iniciando e largando uma porção de textos. Estive “bloqueado” por algumas semanas, revendo os compromissos que assumira de mim para mim.

Após a tempestade de autorrecriminações, pude ver claro. O problema não residia tanto no descontrole angustioso que eu experimentara (um desequilíbrio químico), mas nas expectativas — injustificadas — que eu vinha depositando em minha capacidade de controlar-me. Como já disse, tenho tido algum sucesso na contenção de meus pendores à ira e à melancolia, mas isso não é tudo e nem tenho “superpoderes”. Meus medos, por exemplo, seguem intactos, indomados por remédios filosóficos. Muito de minha imaginação confina com a paranoia. Continuo um comprador compulsivo de livros, prometendo-me a mim mesmo que aquele volume será o último. Reconheço em mim várias formas de vaidade. Carregarei muitos destes e outros defeitos, irritantemente persistentes, pela vida toda. Digamos que aprendi a atravessar o Estige de certas margens, mas o mundo subterrâneo tem outros rios. E é um erro tomar a diminuta porção infernal que nos é familiar como o Inferno todo.

Em vez de debater-me por tanto tempo — como se novidade fosse perceber de modo tão claro uma insuficiência ou uma imperfeição! —, eu deveria ter ido logo ao filósofo das insuficiências e imperfeições: Sêneca. Este, ao relatar a Lucílio uma viagem marítima que fazia pelas imediações do Golfo de Pozzuoli (Mare Puteolanum), perto de Nápoles, diz-nos o seguinte:

Quando já tinha chegado a um ponto em que se tornara indiferente avançar ou voltar para trás, aquela tranquila superfície que me seduzira alterou-se; sem ser ainda tempestade, o mar começou a ondular, e, gradualmente, as vagas aumentaram de frequência. Pus-me a pedir ao piloto que me desembarcasse em qualquer ponto da costa; respondeu-me que o litoral era escarpado, inabordável, e que, numa tempestade, ele nada temia mais do que a terra firme. Aliás eu estava a ficar aflito demais para me dar conta do perigo; atormentava-me uma náusea mole, sem solução, daquelas que excitam a bílis sem a expelir. Insisti com o piloto e forcei-o, com vontade ou sem ela, a aproximar-se da costa. Quando nos avizinhamos dela, sem esperar algumas daquelas manobras descritas por Virgílio, — ao mar alto inclinam as proas [Eneida, VI, 3] — ou — tomba da proa a âncora [Eneida, III, 277] —, lembrando-me da minha habilidade como velho praticante de banhos frios, atiro-me ao mar, com equipamento de “nadador de águas frias”, isto é, com uma camisola [camiseta] de lã. […] Foi incrível o que eu aguentei, eu, que nem a mim mesmo já me aguentava.

[…] Quando recompus o estômago — e tu sabes que não basta sair da água para passar a náusea! —, quando retemperei o corpo com uma fricção, comecei a pensar na tendência que temos para esquecer as nossas debilidades, mesmo as físicas, que continuamente dão sinal de si, quanto mais as outras, que são tanto mais graves quanto mais ocultas. Um ligeiro arrepio pode iludir qualquer um; mas quando aumenta e começa a arder como autêntica febre, mesmo o mais resistente e apto a suportar acaba por confessar-se doente. Temos dores nos pés, sentimos pequenas picadas nas articulações: a princípio disfarçamos, dizemos que torcemos um tornozelo, que demos um mau jeito qualquer. Enquanto a doença ainda está indecisa, no início, não lhe damos nome, mas quando faz inchar os tornozelos e deixa ambos os pés disformes, somos forçados a admitir que estamos atacados de gota. (Cartas a Lucílio, LIII, 2-6; trad. J. A. Segurado e Campos)

Vemos Sêneca agir para mitigar a náusea que sentia: terá sido em contrariedade à filosofia que professava? Não me parece. Se há algo que possa ser feito para minorar um mal-estar físico, a boa razão nos diz que a coisa deve ser levada a termo. Até mesmo porque o mal-estar físico pode afetar o uso da própria razão.

O episódio que vivi também me esclareceu quanto a um ponto importante: certos remédios e algumas condições de saúde nos colocam fora da possibilidade de reação plenamente racional. Puxando pela memória, lembrei-me também de que um dos antidepressivos que tomei — para mim, foram todos ineficazes — deixava-me tão disperso que cheguei a envolver-me em uma batida de carro. Em termos ideais, a medicina deveria ser bastante mais prudente com relação à farmacopeia que altera a química cerebral. Os pacientes deveriam ser instruídos quanto ao modo de ação dos medicamentos que ingerem e alertados a respeito de seus efeitos colaterais. Afinal de contas, o corpo do paciente será invadido por um conjunto de substâncias estranhas. Estamos longe do ideal, é evidente, e tendemos a confiar no médico sob palavra. Acredito que muitos pacientes psiquiátricos vivam problemas semelhantes, em escala muito maior e todos os dias: não é impossível que, em determinados casos, os efeitos colaterais dos remédios sejam piores que a própria doença.

E que lição posso tirar do que me sucedeu? Sabendo que a razão não funciona sempre, por impossibilidade colocada pela situação ou por “falta de forças”, ocorreu-me que uma filosofia como a estoica é comparável a um conjunto de preceitos que nos torna mais habilidosos na condução de um automóvel. Guiar-se, racional e prudentemente, pela vida é como dirigir, racional e prudentemente, um carro. Assim como, nas ruas, fazemos uso dos movimentos corretos, não abusamos da velocidade, mantemo-nos no respeito às leis de trânsito, não nos metemos em situações acima da capacidade de nosso veículo, também na vida nos devemos pautar pelo respeito aos limites, corporais e éticos — e a filosofia estoica pode nos dar uma mão nisso. Todavia, assim como é igualmente possível que, em algum momento, uma parte importante do veículo se torne inoperante, e fiquemos sem freios e ou sem motor no meio de uma ladeira, não nos restando muito mais que certas reações defensivas ao volante, também é possível que, da relação entre nosso cérebro e o restante de nosso corpo, brotem situações de indisponibilidade ou colapso, em que se torna inviável pensar ou agir direito — e ficamos entregues mais aos reflexos que à reflexão. Felizmente, o aclive em que me achei, sem freios, era dos mais suaves.

Bem, era isso o que eu tinha a lhes dizer. Passemos a outros assuntos, mais importantes, nos dias que vêm.

5 comentários sobre “Quando a razão é insuficiente

  1. Oi Donato, tudo bem?
    Achei muito interessante teu texto. De fato, quando não estamos em condições propícias (fisiológicas) para o uso da razão, penso que não adianta esperar muito dela. Somos seres de carne e osso, e ignorar isso só faz pensarmos ser algo que não somos. Somos humanos, não deuses, temos presente nossa carga corporal. Embora isso possa por vezes ocasionar confusões ao nosso melhor juízo, felizmente somos seres em que também é possibilitado o BOM uso de nossas representações (quando as condições físicas assim o permitirem). Por isso, entendo que o desejo de usar devidamente a razão não pode entrar em conflito com nossa condição humana. Parece que isso acaba por abrir a perspectiva para uma outra forma de terapia do desejo, uma terapia que não visa o melhor de si quando se ultrapassa a nossa condição de ser humano.
    Espero ter-me feito entender.
    Um abraço.

    Curtido por 1 pessoa

    1. Bem, Diogo. O que ambos descrevemos não difere muito da tal “cláusula de impedimento” mencionada por Pierre Hadot: agirei da melhor maneira possível contanto que nada me impeça de fazê-lo, usarei a razão da melhor maneira possível a não ser que nada se me interponha etc.

      O que há de “novidade” no caso que relatei é que os antigos ainda não tinham à sua disposição uma farmacopeia tão invasiva — nem tão eficiente, ressalte-se — a ponto de gerar coisas assim. Assim, não insistem muito nessas possibilidades. De sorte que as coisas precisam ser “atualizadas” e entendidas melhor.

      De modo análogo, era bem mais rara na Antiguidade a incidência de condições como o mal de Alzheimer e a demência senil, que podem recobrir uns dez, vinte ou mesmo trinta anos de vida de uma pessoa, colocando-a para fora de qualquer possibilidade de vida consciente e digna. Quem se interessa pelo estoicismo hoje em dia também tem de levar em conta questões relativas à decadência ou ao funcionamento muito imperfeito da mente.

      Abraço.

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  2. Pris Pros

    Meu caro Donato, compulsão por livros para mim é quase uma virtude…
    Você pode doa-los e então será generoso,e com certeza não vai esperar nada em troca.
    Ótimo texto!

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