Manual de Epicteto, 2: O propósito do desejo e da repulsa

people-1550504_1920
A Fortuna não tem deferência nenhuma pelo que buscamos obter ou evitar (fonte da foto)

Por Donato Ferrara

1. Lembra que o propósito do desejo é obter o que se deseja, [e] o propósito da repulsa é não se deparar com o que se evita. Quem falha no desejo é não afortunado. Quem se depara com o que evita é desafortunado. Caso, entre as coisas que são teus encargos, somente rejeites as que são contrárias à natureza, não te depararás com nenhuma coisa que evitas. Caso rejeites a doença, a morte ou a pobreza serás desafortunado. 2. Então retira a repulsa de todas as coisas que não sejam encargos nossos e transfere-a para as coisas que, sendo encargos nossos, são contrárias à natureza. Por ora, suspende por completo o desejo, pois se desejares alguma das coisas que não sejam encargos nossos, necessariamente não serás afortunado. Das coisas que são encargos nossos, todas quantas seria belo desejar, nenhuma está ao teu alcance ainda. Assim, faz uso somente do impulso e do refreamento, sem excesso, com reserva e sem constrangimento.

Tradução de Aldo Dinucci e Alfredo Julien

COMENTÁRIO

O Manual de Epicteto é um verdadeiro vade-mecum para quem aspira à sabedoria estoica. No trecho que acabamos de ler, comparece novamente a forma imperativa do verbo lembrar: “lembra”, mémnēso. Epicteto esperava que os alunos de sua escola interiorizassem as regras e explicações por ele dadas ao longo das aulas, mas não ignorava a tendência humana ao esquecimento das coisas essenciais. Também nós, nascidos muitos séculos depois, precisamos meditar e nos exercitar com frequência para termos sempre ao alcance da memória um preceito que nos ajude a decidir como agir bem em circunstâncias difíceis ou pouco claras.

Vimos que, a fim de obter a avaliação correta das representações no momento em que se produzem, o aspirante à sabedoria deve concentrar seus esforços na faculdade do juízo, que é um dos encargos nossos (tà eph’hēmîn), donde decorre, por exemplo, o caráter tolerável ou intolerável de uma situação que se esteja vivendo. Mas a dicotomia do controle também é iluminadora em se tratando do que a vida tem a nos oferecer. O lembrete do Manual chama-nos a atenção, desta vez, para o funcionamento do desejo (órexis) e da repulsa (ékklisis), instâncias interiores ligadas às expectativas e motivadoras de nossas ações. A questão é exercitá-las em um sentido determinado, impedindo que solicitações interiores irrealistas tomem corpo e ponham em risco a tranquilidade que nos esforçamos por cultivar.

Se perguntássemos aos membros de outra grande escola filosófica do período helenístico, os epicuristas, como empregá-las bem, a resposta poderia ser algo como “devemos ter desejo pelo que é prazeroso e repulsa ao que é doloroso”. Esse enunciado não diferiria muito daquele que a opinião vulgar formularia hoje em dia pois, de fato, a maioria das pessoas parece organizar sua vida em torno da busca de prazeres e da fuga às dores. O que distingue a atitude epicurista daquela do vulgo é a noção de comedimento: para esses filósofos antiestoicos, os prazeres desejáveis são os simples e moderados, as dores a que devemos fugir são as que não nos comprometam enquanto pessoas dignas. Opondo-se aos discípulos de Epicuro, os estoicos consideravam o prazer uma finalidade problemática, e por dois motivos: (a) se tivermos a expectativa de gozar certos prazeres e isso não acontecer, ficaremos frustrados e infelizes e (b) quem se guia pela busca do prazer dificilmente é capaz de exercer o comedimento preconizado pelos epicuristas, sendo não raro arrastado por prazeres cada vez mais complexos e insatisfatórios, quando não perigosos ou degradantes. Com relação à repulsa, rejeitam a concepção epicurista por razões análogas, a saber: (a) se cultivarmos em nós a expectativa de não viver certos males e eles se produzirem, passaremos a nos considerar desgraçados e (b) não querer enfrentar a dor em momento nenhum da vida pode tornar-nos indivíduos que cumprem mal o seu dever e fazer-nos incorrer em uma série de covardias.

Em se tratando das coisas que devemos repelir, dizem-nos os estoicos que não é racional considerar que estamos a salvo de danos a nosso corpo, da diminuição radical de nosso patrimônio, de um comportamento ofensivo por parte dos outros, da perda de entes queridos — e, por último, de nossa própria morte. Quer pensemos em tais acontecimentos, quer não pensemos, são coisas que podem produzir-se a qualquer momento: o fato de não gostarmos delas e preferirmos mantê-las a distância é irrelevante. Nossos anseios não são levados em consideração pela Fortuna. A fragilidade dessas coisas ― desses exteriores (tà ektós), no vocabulário de Epicteto ― é reiteradamente constatada pela razão, e a ela é que devemos nos dirigir.

E a razão nos levará de volta à dicotomia do controle: não há proveito em nutrir aversão a coisas que não são encargos nossos (tà ouk’eph’hēmîn), que fogem à nossa alçada. Quem espera não ser de modo nenhum atingido pela doença, pela pobreza ou pela morte se sentirá fatalmente desafortunado (dustukhēs) se e quando alguma dessas coisas sobrevier. Como então usar a repulsa? A que objetos ela deve tender? Àqueles que, por estarem sob nosso controle, por serem encargos nossos, puderem e deverem de fato ser evitados. Podemos e devemos evitar, pois, todos os juízos errôneos e todas as formas de vício: a imprudência, a injustiça, a imoderação e a covardia, por exemplo. Não cair nesse tipo de erro está virtualmente ao alcance de todos, sendo, além do mais, fonte de grandes satisfações.

Permitamos que a imaginação divague um tanto mais. Ponha-se na posição de um microempresário mais ou menos bem-sucedido, com um casamento estável, um casal de filhos comportados, casa própria, dois automóveis, pequena propriedade de veraneio. Comerciante, você amealhou um patrimônio razoável com bastante esforço, orgulha-se do que faz e sabe aplicar suas economias. Nada pode tirá-lo da posição que ocupa porque ela se baseia unicamente em sua competência, certo? Errado. Uma cadeia gigantesca de lojas do mesmo ramo instala-se na vizinhança onde se situa o seu negócio, fazendo grande alarde e promoções devastadoras. Com os riscos iminentes, você emprega quase todas as economias em uma reforma na sede da sua empresa, o que lhe dará condições de competir. Em pouco tempo, você percebe que as medidas tomadas não bastam: seus melhores funcionários mudam de endereço de trabalho e os preços cobrados pela concorrência são imbatíveis. É quando você se mete em dívidas, recorre a bancos e a parentes; porém constata, meses depois, que não terá como honrar nada daquilo. Entrementes, o clima em casa é tenso: mulher e filhos se ressentem da queda do padrão de vida, reclamam por terem de andar de ônibus, falam com saudades das férias no litoral, acusam-no de nada entender de negócios. Brigas constantes. Por fim, vêm o divórcio, com a partilha, e a falência, com a avalanche de processos judiciais. Sozinho e vivendo de aluguel, o que mais lhe dói é saber que o desprezo que seus filhos ― agora morando no interior, com a família materna ― passaram a demonstrar-lhe deve-se ao que você ensinou a eles: fora você mesmo a dizer-lhes que o valor das pessoas dependia de seu sucesso financeiro. Mas o pior ainda está por vir: um dia você acaba perdendo o controle de seu carro velho, fazendo-o chocar-se contra uma pilastra. Provavelmente, a coisa foi o ponto culminante de sua dependência de barbitúricos, que vinha de dois anos antes. Algumas semanas em hospital público, e a situação está clara: seus membros inferiores ficaram comprometidos, perdendo boa parte dos movimentos. Você não tem mais condições de trabalhar como antes e ainda precisa comprar remédios caríssimos para as dores crônicas. É preciso escolher entre os medicamentos e o aluguel. Em três anos, você passou dos confortos da classe média às agruras da mendicância.

O exemplo imaginário pareceu-lhe demasiado dramático? Inverossímil? Talvez, por didatismo, as tintas estejam algo carregadas e sombrias, mas quem pode dizer que não conhece uma história semelhante de pessoa próxima? E quem pode julgar-se ao abrigo de uma enfiada de desgraças? Não há garantias na vida: tornar-se pobre, e mesmo muito pobre, está previsto nas regras do jogo. Além disso, há um sem-número de maneiras pelas quais a fragilidade das circunstâncias exteriores a que nos apegamos fica manifesta.

O vice-almirante norte-americano James Stockdale (1923-2005), leitor de Epicteto e verdadeiro estoico, viu seu destino alterar-se drasticamente em 1965, quando seu caça foi abatido pelos vietcongues. Em poder dos inimigos por sete anos, foi torturado dezenas de vezes, tendo resistido o melhor que pôde. Eis o que ele observa a respeito da confiança que depositamos em nossa “posição na vida”:

Não, a posição na vida pode passar daquela de um cavalheiro de cultura distinto e competente à de uma ruína humana tomada de pânico, soluçante e desprezível a seus próprios olhos ― talvez à de uma ruína humana permanente se você não tiver uma vontade [firme] ― em menos de uma hora. E daí? Daí que, depois de trabalhar uma vida inteira para ter tudo nos conformes e então iludir-se a si mesmo com o pensamento de que tem algum tipo de direito de propriedade sobre sua posição na vida, você está indo ao encontro de problemas. Você está pedindo para quebrar a cara. Para evitar isso, pare de brincar consigo mesmo, faça apenas o melhor que puder, seguindo um certo senso comum, para que a sua posição na vida seja aquela que você deseja, mas jamais se apegue a ela. Certifique-se de que, no fundo de seu coração, em seu imo íntimo, vai tratar sua posição na vida com indiferença. Não com desdém, apenas com indiferença. (Pensamentos de um piloto de caça filosófico, p. 228)

Retirar a repulsa daquilo que não podemos controlar, que não é encargo nosso, e reorientá-la na direção das coisas que são contrárias à natureza racional e social do ser humano: eis a proposta de Epicteto. Nos exemplos imaginário e real que aduzimos aqui, o mendigo e o prisioneiro de guerra, assim que compreendem sua nova “posição na vida”, têm a escolha de encarar cheios de autopiedade e agressividade paralisantes os novos desafios cotidianos ou tentar, no meio de tão rigorosa luta pela sobrevivência, conservar-se calmos, dignos, nobres na medida de suas forças ― em uma palavra: virtuosos. A indiferença às atribulações em que insistiam os estoicos nada tem a ver com não senti-las em sua dureza (o que é inumano e impossível), mas com reagir a essas coisas com o melhor de si: no mendigo e no prisioneiro de guerra o potencial humano para a nobreza e a bondade continua a existir. (Talvez, em situações tais, esse potencial seja até maior, assim como as árvores que vencem obstáculos acabam crescendo com mais viço e exuberância.) Torna-se evidente, aqui, a relação estreita que há entre a repulsa bem-orientada e a virtude cardeal da coragem/fortaleza (andreía, fortitudo).

Sendo assim, posto que Epicteto nos diz que não é racional nem natural ter repulsa a certas circunstâncias exteriores comumente vistas como ruins, devemos abraçar voluntariamente a doença, a pobreza e a morte? Devemos deixar de tomar vacinas, doar tudo o que temos e criar o hábito de atravessar rodovias fora da passarela? Evidente que não. É quase desnecessário dizer que temos um amor por nós mesmos, um desejo de continuar a existir, e bem ― o que é perfeitamente legítimo. Além disso, a natureza humana, para os estoicos, é incontornavelmente social: liberdade de ir e vir, boa saúde e situação financeira razoável facilitam o desempenho dos papéis que assumimos perante os outros. Esses facilitadores são os chamados indiferentes preferíveis, de que se falará em outro momento. O estoicismo, contudo, afirma que mesmo em situações adversas existe espaço para a prática da virtude, e enquanto a virtude ainda for possível e relevante, haverá um propósito seguro para a vida: o caminho para a sabedoria continuará aberto. Trocando em miúdos, quem não se prepara para o pior dificilmente estará apto a colher o melhor de si quando a Fortuna virar a mesa.

Até aqui, a repulsa. Mas temos de dizer algumas palavras a respeito do desejo. Em primeiro lugar, é forçoso notar que o trecho em questão contém um adjetivo mais brando para qualificar o sujeito que, inexperimentado na dicotomia do controle, busca satisfação nas coisas que dele não dependem. Se seus desejos não se concretizarem, ele será somente “não afortunado” (atukhēs). Epicteto propõe então aos que estão trilhando o caminho da sabedoria, progredindo pouco a pouco ― os prokóptontes ―, que suspendam temporariamente o desejo por não estarem ainda aptos à obtenção dos “encargos nossos” de ordem superior. A suspensão do desejo tem por objetivo impedir a acumulação de frustrações e a dispersão da atenção, a qual inicialmente deve voltar-se a reavaliar o que devemos ou não repelir. É como se Epicteto nos dissesse: “Tenha horror a ser injusto, desleal ou dissoluto (coisas em seu poder), não a ser pobre, desprezado ou doente (coisas fora de seu poder), e enquanto não vencer esses medos do que não lhe diz respeito, não se atreva a ansiar por prazeres porque a sua visão da vida não é a correta. Feche, sem mais nem menos, a porta às esperanças, às expectativas de fruição de prazeres no futuro”.

Suspender o desejo, submetendo nossas pequenas e grandes vontades à razão, por difícil que nos pareça, é o único remédio eficaz para o problema da insaciabilidade. Não contentar-se com o que se tem à mão e sair em busca de quantidade maior de uma dada coisa é fórmula infalível para a perturbação e a infelicidade. Tome-se um exemplo dos mais conspícuos, o da pessoa que não tem controle sobre sua libido. Ela não respeitará casamento, amizade ou convenção social, sendo arrastada, na busca por parceiros sempre novos, para coisas que serão, em geral, desfrutadas não sem um travo de vergonha. Já é um quadro angustiante pelo que tal pessoa efetivamente obtém de prazeres, mas fervilha nela, ademais, uma miríade de desejos sexuais insatisfeitos, que a frustram constantemente. Ter a coragem e a firmeza de fechar a porta ao desejo poria um fim à espiral de insaciabilidade em que essa pessoa vive, mas sua razão só conseguirá esse feito quando ganhar musculatura. É preciso começar, porém.

Não fazer bom uso da instância do desejo nos expõe a uma escala de fantasmagorias: quando temos sorte e meios de conseguir o que desejamos, notamos que a satisfação de um desejo nos leva a outro desejo, que nos leva a mais outro desejo, que nos leva a ainda outro desejo etc. A cada novo degrau, o nível de fruição diminui porque, assim que atingimos o objeto desejado, já começamos a pensar na obtenção do próximo. (Todos já vimos, por exemplo, que crianças que ganham grande número de presentes em datas especiais cansam-se rápido do que têm em mãos e logo passam ao novo brinquedo, sem aproveitar muito nenhum deles.) Estar preso a essa cadeia de busca e satisfação, não raro frenéticas, também deprecia o momento presente: vive-se no futuro, cobiçando o que pode vir por aí, ou no passado, lamentando a perda de uma fonte de prazeres, sem atenção ao que está à nossa frente. Um bom quinhão de ingratidão, de insensibilidade face ao que se tem, nasce justamente dessa tendência.

Encerrando uma de suas epístolas, Sêneca cita Hécato de Rodes, filósofo estoico que viveu por volta de 100 a.C., e faz o seguinte comentário a seu amigo e discípulo Lucílio:

Li no nosso Hécato que pôr termo aos desejos é proveitoso como remédio aos nossos temores. Diz ele: “deixarás de ter medo quando deixares de ter esperança”. Perguntarás como é possível conciliar duas coisas tão diversas. Mas é assim mesmo, amigo Lucílio: embora pareçam dissociadas, elas estão interligadas. Assim como uma mesma cadeia acorrenta o guarda e o prisioneiro, assim aquelas, embora parecendo dessemelhantes, caminham lado a lado: à esperança segue-se sempre o medo. Nem é de admirar que assim seja: ambos caracterizam um espírito hesitante, preocupado na expectativa do futuro. A causa principal de ambos é que não nos ligamos ao momento presente, antes dirigimos o nosso pensamento para um momento distante e assim é que a capacidade de prever, o melhor bem da condição humana, se vem a transformar em um mal. As feras fogem aos perigos que veem, mas assim que fugiram recobram a segurança. Nós tanto nos torturamos com o futuro como com o passado. Muitos dos nosso bens acabam por ser nocivos: a memória reatualiza a tortura do medo, a previsão antecipa-a; apenas com o presente ninguém pode ser infeliz! (Cartas a Lucílio, V, 7-9; trad. J. A. Segurado e Campos)

Para Epicteto e os outros estoicos, o presente tem um valor absoluto porque é tudo o que sabemos que temos. Se quisermos “navegar” bem por ele, há que ter os olhos fitos em nossa mortalidade: não viemos ao mundo para ser donos deste, mas para viver umas poucas décadas, deixar talvez alguma marca positiva (mas temporária) e partir. É evidente que viver em modo nec spe nec metu (“sem esperança nem medo”), como Sêneca nos indica, é algo que só pode ser alcançado pelo sábio ― essa figura quase mítica, que os estoicos reputavam tão rara como a Fênix ―, e isso após longos anos de intenso trabalho interior. Em se tratando da maneira como fincamos o pé no presente, nós, os não sábios, se ainda não estivermos prontos para domar o desejo e a repulsa, podemos nos voltar para a instância que nos impulsiona para a ação. Assim, por meio da razão, aumentamos nossa consciência do momento vivido e prestamos atenção maior ao que estamos fazendo. A virtude cardeal em funcionamento neste ponto é a da moderação (sōphrosúnē, temperantia), que se deve aplicar ao impulso para a ação (hormē), o qual também supõe o seu contrário, o refreamento (aphormē). O manejo do impulso e do refreamento, vigiado pela moderação, implica uma resignação de partida. Com efeito, é preciso prever, desde o momento em que nascem esses impulsos, que a ação pode não se desenvolver como foi planejada. Daí a necessidade de selecionar as ações “com reserva” (meth’hupexaireseōs, cum exceptione), dizendo a si mesmo algo mais ou menos assim: “agirei e obterei tal coisa se nada me impedir” ou “não agirei e evitarei tal coisa se nada me contrariar“. Reconhecer, a cada momento, o poder imenso do mundo exterior de obrar contrariamente a nossos anseios dá-nos um lastro de realidade que é a preparação para a tranquilidade.

No fim de tudo, se por acaso improvável chegarmos à sabedoria, entenderemos o que é jamais nos chocarmos contra o mundo. Sêneca exprime-se assim:

Não, o sábio não muda de resolução, com todas as coisas permanecendo o que elas eram quando ele a tomou. Nunca o arrependimento o domina, porque não se podia, naquele momento, fazer melhor do que ele fez, decidir melhor do que o que foi decidido. De resto ele não age a não ser com esta reserva: se não houver nada que me impeça. E se dizemos que ele tem sucesso em tudo, que nada acontece contra sua opinião, é que ele prevê, em seu pensamento, que tal incidente pode produzir-se que seja obstáculo a seus projetos. (Dos benefícios, IV, 34)

___________________

Donato Ferrara é professor e administrador escolar.

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s